HISTÓRIA, TRADIÇÃO E ENOTURISMO

Compre dos nossos produtores

Terra de mosteiros, cidades, vilas e quintas pertencentes a famílias nobiliárquicas que, em tempos, foram estâncias de férias e temporadas de caça

Reza a História que já Afonso Henriques fez referência aos vinhos da região no Foral de Santarém, datado de 1170, e que o Cartaxo terá exportado 500 navios com tonéis de vinho que, em apenas um ano, terão atingido o valor de 12.000 reis. As estórias continuam pela cronologia fora, com o ano de 1765 a destacar-se pelo desaparecimento da vinha nos campos do Tejo, como consequência de uma ordem imposta por Marquês de Pombal.

Do património arquitectónico guardam-se tesouros Manuelinos, como o Convento de Cristo, em Tomar, ou o estilo Gótico, predominante em Santarém, que, pelos seus exemplos de arte em plena rua, é uma cidade-museu a céu aberto. 

MAIS DE 2.000 ANOS A PRODUZIR VINHOS

No enoturismo, há propriedades seculares ainda na posse das mesmas famílias enaltecidas pelo protagonismo conquistado nas páginas da História.

A proximidade com a Natureza, complemento inerente a muitas das actividades outdoor e vocacionadas para a sustentabilidade, permitem também ao turista a observação de aves e iniciativas associadas à cultura da vinha, sem deixar passar a importância de dar a conhecer a gastronomia da região e a mais-valia da estadia.

TRÊS TERROIRS DISTINTOS

O rio Tejo separa três zonas distintas de produção vínica, denominadas de Bairro, Campo e Charneca.

Bairro: Localizado na margem direita do rio, imediatamente a seguir dos solos férteis de aluvião, nesta zona prevalecem os solos argilo-calcários e os solos xistosos. É o solo preferencial para vinhos tintos.

Campo: É a área da região afectada por inundações periódicas das águas do Tejo responsáveis pela elevada fertilidade do solo das extensas planícies circundantes, onde predomina a produção de vinho branco, sobretudo os que são feitos a partir da casta rainha desta região, a Fernão Pires, o vinho rosé, frisante, licoroso, espumante e colheita tardia.

Charneca: Situada a sul do Tejo, na margem esquerda do rio, é dominada pelos solos arenosos e menos férteis, factor esse que, ao estar associado a temperaturas mais elevadas, acelera a maturação da uva. Aqui são colhidas as uvas utilizadas na produção de vinho branco, tinto, rosé, espumante, licoroso e colheita tardia.

O TEJO VITIVINÍCOLA EM NÚMEROS

Milhões de litros por ano (média)

Área de Vinha (ha)

Área DO Tejo (ha)

Área IG Tejo (ha)

Produção

DO do Tejo: Rendimento máximo limitado a 8.000 litros/ha para vinho tinto e 9.000 litros/ha para vinho branco.

IG Tejo: Rendimento máximo limitado a 22.500 litros/ha para vinho tinto e branco.

Clima

É moderado, com temperaturas médias que variam entre os 15 e os 16,5°C. O valor da insolação é de aproximadamente 2800 horas por ano e a precipitação média regular ronda os 750 mm, sobretudo na região de Tomar, a Norte, e em Coruche, a Sul.

Mercados estratégicos

Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos da América, Polónia, Reino Unido. São os 6 mercados principais de exportação, definidos pelo estudo estratégico, elaborado em 2015, conjuntamente com a Wine Intelligence.

Castas do Tejo

Castas autóctones combinam-se com a introdução pontual de castas estrangeiras.

As principais castas tintas são Castelão, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Entre as brancas destacam-se Fernão Pires, Arinto, Verdelho, Alvarinho, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

A casta mais expressiva da região é a Fernão Pires, muito utilizada na produção de vinho branco, a solo ou em lotes. No copo apresenta-se jovem, de aroma frutado e floral, tem uma acidez média que permite a distinção dos vinhos pela sua frescura. É extremamente versátil, já que está presente na composição de vinhos brancos, frisantes, licorosos e colheitas tardias.

OS VINHOS DO TEJO

Na região do Tejo, os vinhos revelam-se equilibrados com aromas frutados. 

Brancos: São caracterizados pela cor citrina, de aroma frutado, sobretudo de fruta tropical e pêssego, combinado por aromas florais, o que denota fineza na boca.

Tintos: De cor granada, enquanto jovens, a qual com o tempo evolui para rubi. Denota taninos equilibrados e arredondados, com uma complexidade de aromas intensa, de onde sobressai o sabor a frutos vermelhos.

Há ainda o vinho rosé, o frisante (é menos gaseificado do que espumante e pode ser mais ou menos doce), o espumante, o licoroso e a colheita tardia.

Conheça a CVR Tejo

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) foi criada a 24 de Novembro de 2008, tendo sucedido à Comissão Vitivinícola Regional do Ribatejo, fundada em 1997. É uma associação interprofissional que representa a produção e o comércio do sector vitivinícola da região.

A sua competência consiste em controlar o cumprimento das regras e a certificação dos vinhos produzidos na região com direito a Denominação de Origem do Tejo (DO do Tejo) e a Indicação Geográfica Tejo (IG Tejo). Todos os vinhos certificados pela CVR Tejo têm o selo de garantia ‘Tejo’ no rótulo.

Tem como missão ajudar os produtores a aumentar a sua presença nos mercados estratégicos, com vinhos empolgantes e estilos diferenciados, oferecendo ao consumidor, contínua e consistentemente, qualidade a bom preço.

Com 87 agentes económicos, entre adegas cooperativas, produtores e engarrafadores, empresas vinificadoras e engarrafadores da região, a CVR Tejo é presidida por Luís de Castro, desde 01 de Maio de 2014.

José Barroso ocupa o cargo de Presidente do Conselho Geral e João Silvestre o de Director-Geral. Luís Vieira e Diogo Campilho são, respectivamente, Vogais do Comércio e Produção.

Integra ainda a CVR Tejo um Gestor de Qualidade, um Departamento de Viticultura, uma Estrutura de Controlo e Certificação, da qual fazem parte uma Câmara de Provadores e um Laboratório de Análises subcontratado, e um Departamento de Promoção, destinado a apoiar os produtores nos mercados nacional e internacional.

Conheça os Vinhos do Tejo

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